domingo, 27 de junho de 2010

De longe um conto

Tua cautela
É tua afobação
Pois querida o que tinha, não pude te dar
Pois as músicas pra te cantar
Não parastes para ouvir

Preste atenção!
Tuas muralhas tão impenetráveis
Foram tão transparentes a mim,
Mas de dentro não vias
Como eu te amava

Que quando minha honra foi ferida
Montei o cavalo e tentei fugir
Brinquei de hipismo
Se foste princesa
Nem de longe esteve indefesa
Boba bélica

Agora estamos cada um em seu lugar
As músicas que tinha para ti travaram nos trastes
Ou sou eu o traste?
E agora estamos aqui...
No final, sem para sempre

sábado, 19 de junho de 2010

Inominável

Por ti não sei o que sinto
Meu coração não se acelera
Meu suor não sai frio
Nem minhas mãos tremem

O que será de nós?
Não te vejo em meu futuro
Não me vejo em meu futuro
Será que eu mudei?
Será que me mudaste?
Será que me me mudaram?

Não que seja eu
Só não sou como era
Só não sou como pensava ser

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Poema de travesseiro II

Se dos empecilhos da vida
É o arrependimento que move os medrosos
Amedronta os mortais
E torna mortal o mais poderoso dos Deuses
Porque viver com ele?
Porque temê- lo?
Arrependa- se apenas de se arrepender

sábado, 12 de junho de 2010

Ou não

Queria ver
Seu sangue escorrendo
A face deformada
Carne dilacerada

Não desejes o que não queres
Besteira, pensamento fraco
De pensar o homem voou
Matando fizeram- se impérios

Eu quero ver o sangue descer
A alma padecer
O corajoso acovardar- se
O virtuoso pecar
Matando por redenção
Pois na hora o forte cederá

É tudo hipocrisia
Vocês vão ver
Quando o sangue começar a escorrer
Quando o diabo se mostrar
Todos vão ceder
É triste, mas você vão ver

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Loveless

Not That I'm concerned
It's just because I'm tired
I'm tired of life
I'm tired of my human being
I'm tired of mankind

Not that it's worse than dying
But That's just enough
It's like we are waiting for the very waterdrop
To fill a dry desert sea

It's so rusty
So nothing
Like we are stuck into an empty glass
Ants in an empty glass

Like I was the res
There's just no reason
No feeling
No love

terça-feira, 8 de junho de 2010

Não saberás

Mas não saberás
Que no final amei- te
Que apesar de ter amado- a
Encontrei em ti o que procurava

Olho a ti
Andas por este cômodo sem saber que observo- te
Sem saber se amo- te

Desconfio que desconfias
(Virei o olhar
E pra disfarçar meu embaraço mandei- te um beijo
O que gostaria de dar- te agora
Retribuiu- me)

Penso se terei coragem
Penso se não errarei de novo
E se meus erros não tornam errado te amar...

Deveria dizer- te?
Deveria ver- te?
Mereço amar- te?
Será que me amas?
Mas não saberás que amei- te

domingo, 6 de junho de 2010

Dos erros e acertos

O relógio me diz que alguém pensa em mim
O meu ser diz que é você
Meu coração não pensa
Apenas quer, quer você

É novo, não devia dizer
Não há certeza, é a vida
É incerto disso estou certo
A minha vida é certa
E se nisso estiver certo
Só aceito acerto

Erro seria errar
E de tanto errar
Nem mais são tão errados meus erros
São mais erros
Quero estar errado
Se um dia achar que vamos dar errado
Espero eu estar errado

Hoje estou indo pro pantanal e vou deixar posts automáticos pra vcs... Xau crianças!
Tempero, açucar e tudo o que há de bom pra vcs! Fui!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Criança

Criança!
Quando aprenderás a ver que te amo
Que se foges não posso abraçar- te como quero...
Que te quero

Criança
A ironia de tua boca
A indiferença de teu rosto
Me fazem cócegas, tanto rio

Criança!
Solta esse controle!
Não vês que está quebrado?
Que para ter- me em teu comando é só aproximar-te

Criança!
Pára de birra boba,
Burra
Pois te amo, me ame

Para: Pérolla

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Poema de travesseiro I

Se dos males humanos
O único de cura garantida é o amor
Que como o veneno de uma cobra,
Só uma segunda dose para curar a outra
Mas cuja cicatriz
Permanece, eternamente
E como uma mancha
branca e pálida
Mas que arde quente
Ao sensível toque
Das garras do antigo predador

sábado, 29 de maio de 2010

Me esqueço

Desses cálculos pouco entendo
Contas novas, sempre as mesmas
Os números se embaralham
Poucas letras, mas não me importa
Se quem tem boca vaia ROMA
Quem tem coração exalta o AMOR
E a palavra que procuro ali, não MORA

Meu amor, nem eu entendo
Sempre te amo, sempre te esqueço
Mas é só para amar- te novamente
Queria sair desse vício
Mas cada reaída é em seus braços
Enlouqueço
Me esqueço

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amaria

Amor, encarnação de Loki
Brinca contigo
E como um amu Kami
Te leva a fazer loucuras

Amor, criança
Se rende a um riso terno
Um abraço carinhoso
Ou uma doce promessa

Amor, confunde os sentidos
Te rende, te imobiliza
Tira- te o sossego e a paz

Amor, ama amar
Amorosamente ama
Amar amado
Amado amar

Amaria amasse
amaria amar
amaria eternamente

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quase

Já o posso sentir
Já se nutre de meu ser
O pequeno parasita
Que mais parece com aquelas...
Aquelas!
As tais borboletas que a tantos afligem
E já tanto me maltrataram

Foi ao ver teu sorriso
Dizendo- me que não existo
Com a doçura habitual
Mas que me atingiram
Como uma primeira declaração
Pois se não existo
É porque estou no meu mundo
Onde no momento só quero a ti

Mas enquanto não mostrar esta poesia
Sei que não saberei se sabes o que sinto
Sinto que não saberei se sentes o que sinto

Pode não ser um felizes para sempre
Mas é agora
Posso não ser o lindo príncipe no cavalo branco
Mas para mim és princesa...

Mesmo que não me queiras
A terei como amiga
E se não me quiserdes
Não duvide que te amei, ou pelo menos...
Quase

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Tenho um caderninho velho, tava perdido até uma semana atrás, vou pegar as poesias em ordem das páginas( o que pra mim não necessáriamente significa cronologicamente) evou postando... :D

Esse sou teu

Pois se a morte salvasse
Talvez eu tentasse
Mas do me adiantaria
Se de tanto amor, min'alma penaria
O corpo padeceria

Perder o teu toque
Perder até a dor
Que no aconchego de teus braços
Se deixa pra trás
E deixa só o amor
esse é meu amor
esse sou teu

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que ainda não tenho

Ainda não tenho
Bem que queria
Enquanto sonho
Mesmo que não veja
Sinto aqui
Se pouco defino
É por que definições
Não definem o que sinto
Pois mesmo que não vos diga
Já é grande o amor que sinto
O que espero não sei
O que esperar da espera
Se não sei o que esperar
E se sei que nada sei ou saberei
Filhos
O que ainda não tenho
Mas quando tiver – cuidar com carinho
Disso não quero esquecer
E como filho
Não quero esquecer
Mas quero entender
Pois quando crescer
E for outro ser
Isto quero ter
Vejo tantos valores a se corromper
Escrevo aqui pra proteger
De mim a mim
Mas amo
Mesmo assim...
Mesmo... Que ainda não tenha

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bocas amigas

A boca que beija
É a que condena
A boca que delata
Ahhh! Como dilata!

Boca, boca, bocas
Quem tem boca vaia Roma
Quem tem boca
Esmaga, maltrata dilacera

Augusto previu, viu
"O beijo amigo
É a véspera do escarro"

Bocas de prazer, lazer
Bocas de ódios, escárnio
Bocas de tristeza e felicidade
Bocas
Ferramentas do mal
Sem o 666

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Discurso en curso

Poesia
A fala de vagabundos
Descompremetamo- nos destas regras
Regras de idiotas

Poesia
Morra
Diziam pobres idiotas/hipócritas/déspotas/fogoiós

Que tentem matar a poesia
A poesia morta é mais poética
A prosa morta sem poesia, mórbida

Poesias
Acariciam em suaves pétalas de rosa
Sublimes, macias, sonho...
Espetam, afiados espinhos
Furam, rondéis envenenados

quem frequentar vai saber

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Realidade real

Estava caindo
Sendo puxado do desconhecidoPuxado por mãos de aromas...
Começava a ver as verdades
As verdades absolutas...

Abria os olhos aúm mundo
Enfim era eu, Enfim tinha provas
Provas de existências em suas inexistências
MinhaS TODAS

Tocar sem medo
Medo de ser enganado pelos sentidos
Estado de quem andaria milhas ou léguas
Sem cansaço, sem sono
Pena...
Pena que a voz oblíqua e distante
Que nos falava de solutos e solventes
Começava a soar mais alta em meus tímpanos
Minha boca abria- se na tentativa de sufocar
As mentiras que tentavam chegar
As pálpebras começavam a ficar leve
Por mais que as quisesse pesadas

Então fechei os olhos,
Ao meu mundo real
Voltei pras mentiras teorizadas
Peguei minha caneta...
Pra completar esse mundo...
Peguei minha caneta e escrevi mais algumas mentiras...
Essa poesia

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sonho de todas as noites

Amor, por tanto tempo te procurei
Mas hoje te tenho aqui
Ao meu lado e para mim

Amor, me segure apertado
Pois assim, talvez possa sentir meu querer
Que por não caber em meu mundano corpo
Exala aos que quiserem

Amor, não nego esperei mais
Mas te ter é um prêmio incomensurável
Ver teu sorriso de longe
Imaginar se seria minha

Amor, tantas noites sonhei contigo
Por tantas, dormia apenas para ver-te sorrir só para mim

Amor, agora teus sorrisos são meus
Mas falta a magia de antes
A que só tinha em meu sonhos
A que agora terei eternamente

sábado, 10 de abril de 2010

A bailarina

Corpo corrompido
inocência esvaída
Cabelos desgrenhados
Alma,
Jogada

Seus seios não se sustentam
Quantos não os tocaram
Seu corpo, para ser usado
Suas roupas, para serem tiradas

O amor, não tinha

A bailarina na caixa
Presa
Sem culpa nem pena
Nunca liberta-se
Mostra-se apenas
Apenas ao que der- lhe a corda necessária

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bella

novamente rompia o útero
novamente nascia
Voava

Olhava a sua frente
verde

Seus cabelos
Vermelhas ondas pelo caminho
Que nunca realmente existiram

Borboleta
Aquela borboleta negra lá estava novamente
a mesma que tentara alcançar na manhã
Agora, dela

Agora tudo que estava abaixo dela
lhe pertencia
Voou como quem desbrava suas terras,
Suas posses
Na curiosidade de saber mais,
Desceu

Só possuia então

Grama
Terra
Minhocas
Sangue


Homenagem a Isabella Nardoni!

Acessos